This is default featured slide 1 title

Go to Blogger edit html and find these sentences.Now replace these sentences with your own descriptions.This theme is Bloggerized by Lasantha Bandara - Premiumbloggertemplates.com.

This is default featured slide 2 title

Go to Blogger edit html and find these sentences.Now replace these sentences with your own descriptions.This theme is Bloggerized by Lasantha Bandara - Premiumbloggertemplates.com.

This is default featured slide 3 title

Go to Blogger edit html and find these sentences.Now replace these sentences with your own descriptions.This theme is Bloggerized by Lasantha Bandara - Premiumbloggertemplates.com.

This is default featured slide 4 title

Go to Blogger edit html and find these sentences.Now replace these sentences with your own descriptions.This theme is Bloggerized by Lasantha Bandara - Premiumbloggertemplates.com.

This is default featured slide 5 title

Go to Blogger edit html and find these sentences.Now replace these sentences with your own descriptions.This theme is Bloggerized by Lasantha Bandara - Premiumbloggertemplates.com.

Mostrando postagens com marcador Espiritualidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Espiritualidade. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Ressurgiu!

Eu gosto do domingo de Páscoa. Na minha igreja fazemos culto as 6h para celebrar a ressurreição. Já é uma tradição, e é muito especial chegar, com o dia ainda escuro, e lembrar daquela manhã tão especial!

Também gosto porque é o domingo onde cantamos “Da sepultura saiu, com triunfo e glória ressurgiu. Ressurgiu vencendo a morte e seu poder, pode agora a todos vida conceder. Ressurgiu, ressurgiu! Aleluia, ressurgiu!” Não recordo de cantar este hino outro domingo.

Mas o mais fascinante é lembrar que o Cristo ressurreto vive sua vida sobrenatural através de mim. É Ele quem me capacita para anunciar o evangelho. Eu vivo pelo poder da Sua ressurreição!

Não deixemos que as distrações deste mundo tirem o nosso foco da tumba vazia e da ordem que Ele nos deixou, após a ressurgir, para que preguemos o evangelho ao mundo inteiro.

“Se não há ressurreição dos mortos, nem Cristo ressuscitou; e, se Cristo não ressuscitou, é inútil a nossa pregação, como também é inútil a fé que vocês têm. Mais que isso, seremos considerados falsas testemunhas de Deus, pois contra ele testemunhamos que ressuscitou a Cristo dentre os mortos. Mas se de fato os mortos não ressuscitam, ele também não ressuscitou a Cristo. Pois, se os mortos não ressuscitam, nem mesmo Cristo ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, inútil é a fé que vocês têm, e ainda estão em seus pecados. Neste caso, também os que dormiram em Cristo estão perdidos. Se é somente para esta vida que temos esperança em Cristo, somos, de todos os homens, os mais dignos de compaixão.

Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dentre aqueles que dormiram. Visto que a morte veio por meio de um só homem, também a ressurreição dos mortos veio por meio de um só homem. Pois da mesma forma como em Adão todos morrem, em Cristo todos serão vivificados.” 1Co 15.13-22

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Como a Igreja e a teologia podem contribuir para a preservação do meio ambiente

Tenho ouvido não apenas uma, mas muitas vezes, que Deus deu a Terra ao homem para que ele a dominasse. Seria simplista dizer que esta, na minha opinião uma interpretação completamente equivocada da ordem divina, é a responsável pelo caos ambiental que vivemos hoje. Mas, sem dúvida, o homem tem se comportado em relação ao planeta como como senhor e pior, como seu algoz.

A Terra foi dado ao homem para que ele fosse seu cuidador, mordomo, para que a raça humana tivesse condições de sobreviver, procriar, enfim... perpetuar-se. Ocorre que com o progressivo “sucateamento” que observamos, perpetuação da espécie começa a ser algo bastante inseguro. A verdade é que o homem tem sido um péssimo mordomo de todos os recursos naturais de que ainda dispomos. Em que se pese os exageros e a evidente necessidade de dramaticidade, até mesmo o cinema tem mandado seus recados a este respeito através de documentários e até filmes blockbusters como 2012, que está em cartaz atualmente.

Neste exato momento líderes mundiais estão em Copenhague tratando de temas como aquecimento global e outros que tem preocupado a comunidade internacional alertada por dados fornecidos pelos cientistas. Um aumento de apenas 2 graus na temperatura do planeta levará ao desaparecimento de milhares de espécies, o degelo das calotas polares está aumentando o nível dos mares e algumas ilhas do pacífico simplesmente serão submersas em 15 ou 20 anos. Algumas dessas ilhas são países que estão a apenas 5 metros acima do nível do mar. Um problema com essas informações é que tudo isso parece tão distante de nós que não nos preocupamos. Mas ontem, por causa de uma forte chuva, eu tive que enfrentar um alagamento no entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas, num dos bairros mais caros do Rio de Janeiro, e a água chegou a altura do capô do meu carro que agora está enguiçado na garagem. Bem, isso me faz pensar muito sobre meio ambiente e ecologia. O fato é que todo o mal que fazemos ao planeta, mais cedo ou mais tarde, de um jeito ou de outro, nos atingirá porque é pecado contra a Criação de Deus.

Conquanto seja absolutamente legítimo o dever dos governantes de tratar e intervir nestas questões, se a Terra foi entregue ao homem por Deus, sem dúvida este também é um assunto para a Igreja. O cuidado com o meio ambiente é uma atividade espiritual expressamente ordenada por Deus: “Deus os abençoou, e lhes disse: ‘sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra! Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céu e sobre todos os animais que se movem pela terra’. Disse Deus: ‘eis que lhes dou todas as plantas que nascem em toda a terra e produzem sementes, e todas as árvores que dão alimento para vocês. E dou todos os vegetais como alimento e tudo o que tem em si fôlego de vida: a todos os grandes animais da terra, e todas as aves do céu e a todas as criaturas que se movem rente ao chão’. E assim foi.” Gn 1.28-30 NVI.

Neste sentido, qual é o papel da Igreja diante de desafios tão grandes como aquecimento global, desmatamento, êxodo rural, aumento da miséria, falta de alimentos, crescimento desordenado das cidades, consumo desenfreado, etc.? Tudo isso forma um pacote que faz baixar não apenas o nivel de qualidade de vida do ser humano mas também a própria definição do que é ser humano no que tange ao plano de Deus para o homem como coroa da Sua criação.

Não desmerecendo as pequenas atitudes, absolutamente necessárias para a educação da sociedade, e nas quais creio que as igrejas como comunidades locais devam se engajar, creio mesmo que a Igreja e a teologia precisam pressionar o poder público para a implantação de politicas que protejam o meio ambiente e o preserve para o futuro. Muitas medidas poderiam ser facilmente adotadas se houvesse o que chamamos de “vontade politica” e se o enriquecimento rápido, ganancioso e irresponsável fosse deixado de lado. A ex-ministra do meio ambiente, Sen. Marina Silva declarou que “o desmatamento na amazônia só vai acabar quando as árvores valerem mais de pé do que deitadas”. Se não existe interesse por parte dos governos, que muitas vezes estão também envolvidos em esquemas de corrupção, cabe a Igreja e produção teológica denunciar.

A teologia deve levar a sociedade a uma reflexão sobre seu relacionamento não apenas com Deus, mas também com a Criação, como o meio onde vive e com o próximo. Alguns hábitos sociais como o consumismo desenfreado, prejudicam severamente o meio ambiente e além disso são extremamente excludentes, afastam as pessoas umas das outras. A teologia precisa combater tais hábitos a fim de que vivamos num mundo mais harmonioso. De fato, uma reflexão teológica que leve a Igreja e a sociedade a uma prática transformacional nos ligará novamente ao Criador e, se não nos leva de volta, pelo menos nos aproximará do Jardim que Ele plantou para o homem.

* Texto produzido para atender as exigências da EST.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Onde estão as suas cicatrizes?


“Ou você é chamado para descer no poço,
ou você é chamado para
segurar a corda.
De qualquer modo deveria haver
cicatrizes em suas mãos...
Onde estão suas cicatrizes?"

David Paul Washer


Eu tenho várias cicatrizes pelo corpo. A maior parte delas lembranças de uma infância bastante agitada e feliz. Também tenho cicatrizes no rosto, resultado de 36 pontos tomados por causa de um acidente pilotando moto. Cicatrizes, embora indolores, são a prova inequívoca de que, em algum momento, aquela parte do corpo sofreu, quase sempre sangrou e sentiu dor.

Jesus também teve cicatrizes. As marcas dos cravos em suas mãos eram a prova de que havia, sofrido, sangrado, sentido dor. Mais que isso, elas provaram aos discípulos que era Ele mesmo quem estava ali e que havia cumprido a sua missão (Lc 24. 38-49). Embora não precisasse, Ele não esquivou-se de apresentar suas cicatrizes. Não foi sem dor que Jesus cumpriu o seu ministério. Por isso, as vezes fico assustada com pessoas que acham que podem tomar parte do ministério sem sofrer nenhuma dor. Como identificar-se com Cristo na sua vida, se não identificar-se com Ele também no seu sofrimento e morte?

Onde estão as suas cicatrizes? Este ano, completo 14 anos no ministério de tempo integral, se contar desde o tempo de preparação no seminário, quando já vivia exclusivamente para a obra, são 19 anos. Nunca foi fácil. Alguns pensam que um missionário urbano não sofre. O que posso dizer é que o sofrimento é diferente, mas muito presente. Paulo comparou os apóstolos ( que cumpriam uma missão, por isso podemos entender como os missionários hoje) ao soldado e agricultor (1Co 9.7-11). Estas são duas classes trabalhistas que, irremediavelmente, carregam cicatrizes.

Mas no ministério existe um outra categoria de trabalhadores que também deveria ter cicatrizes nas mãos, são aqueles que seguram a corda, como nos a acostumamos a chamar os que sustentam a obra através da oração e ofertas. Ora, segurar a corda não é fácil, exige força (compromisso) e resistência (perseverança). Partindo do pressuposto, que eu acredito ser verdadeiro, que todo cristão tem um chamado de Deus, ou você é um missionário de carreira, ou é um missionário sustentador. As duas missões são essenciais e difíceis. Eu fico pensando em todas as pessoas que mensalmente enviam suas ofertas para mim. Quantas cicatrizes elas tem nas mãos por causa disso? Eu sei que algumas estão fazendo com sacrifício porque entendem que ofertar também é um ministério e no ministério nada é fácil. Mas infelizmente, a grande maioria dos cristãos é formada por pessoas que na primeira dificuldade corta a oferta missionária do seu orçamento, estão dando aquilo que lhes sobra, ou nunca fazem uma oferta missionária. E também há aquelas que não gastam nem um minuto intercedendo por missões. Estas têm as mãos e joelhos lisos, mas desconhecem o valor e o privilégio de sofrer pela causa do Evangelho.

Não há nada que eu reconheça na minha vida como mais prazeroso do que andar com Jesus e cumprir o seu chamado. E eu oro muito para que aqueles que seguram as cordas para mim e tantos outros missionários também experimentem esta profunda satisfação no coração. Então será sempre um privilégio sermos companheiros nas alegrias e lutas pela causa do Evangelho! Para tanto, que Deus nos abençoe!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

As Ondas

Eu me afoguei quando era criança. Devia ter uns oito anos. Nessa época, minha família freqüentava a restinga na Marambaia, praia bastante perigosa, com ondas muito fortes. No dia, eu brincava com uma prancha de isopor que tinha ganhado dos meus pais. Não era uma prancha de surf, embora tivesse tamanho compatível, era uma prancha pra recreação, cor de rosa, que eu gostava muito. É claro que eu não ficava sozinha na água, meu pai sempre me acompanhava, mas uma onda nos surpreendeu e nos separou no mar. A sensação foi das mais horríveis que já tive, as ondas se sucediam violentamente e iam me puxando pro fundo. Eu não dava pé e todas as vezes que conseguia vir a tona pra respirar um pouco, vinha uma outra onda que me atingia e fazia afundar novamente. Custou até que meu pai me alcançasse e levasse de volta pra areia. Essa experiência foi suficiente para eu ter medo do mar até hoje. Eu raramente vou a praia, e quando vou, dificilmente entro na água. As ondas ainda me apavoram.

As vezes essa sensação de afogamento me volta. São momentos, como o que vivo atualmente, nos quais por mais que eu tente, não consigo ficar de pé. Eu me esforço muito, mas cada vez que parece que algo vai acontecer e me livrar do desespero, vem uma outra onda de problemas e provações, que me leva novamente para o fundo. São dias difíceis...

Fico pensando se isso só acontece comigo ou será que você já passou por algo parecido na vida? Bem, eu quero dizer que hoje estou vivendo na esperança de que meu Pai celeste vai me tirar do meio das ondas assim como meu pai David o fez. Só que este “salvamento” está demorando muito mais do que eu esperava e isso as vezes me deixa muito cansada, confesso. Um dia desses conversei com um perito em salvamento e ele me disse que quando um afogado se debate demais, o salva-vidas precisa nocauteá-lo para que os dois possam chegar em segurança a praia. Acho que Deus está prestes a fazer isso comigo... Por que será que a gente demora tanto pra se entregar nas mãos de Deus, mesmo quando a situação é a mais adversa? Eu não sei, mas estou aprendendo.

Amanhã é meu aniversário (2/10). Eu vivo uma vida boa, vida abundante. Os dias não foram sempre bons, mas em todos eles Jesus esteve ao meu lado dizendo: “Coragem! Sou eu. Não temas”. Por isso quero ser como Pedro: “‘Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro por sobre as águas’. ‘Venha’- respondeu ele.” Quero ser mais ainda como Pedro depois que, por causa das ondas, começou a afundar: “'Senhor, salva-me!’ Imediatamente Jesus estendeu a mão e o segurou.” (cf. Mt 14.22-32). Esta é a minha confiança, Jesus sempre me colocará de pé, e é segurando em suas mãos e andando sobre as águas, que eu vou voltar para o barco! E eu oro pra que seja assim na sua vida também.

Amanhã, mais uma vez a minha vida recomeça. Meu coração é grato a Jesus que sempre segue comigo. Meu coração é grato a todos que fazem parte da minha vida, do meu ministério, enriquecendo-me a cada dia.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Somente a Graça

Assim como ao meu amigo Gil, o grupo Logos também dita a trilha dos meus sentimentos, que as vezes são apenas lamentos, em muitas situações...

Dá-me mais graça

Senhor Jesus, eu não entendo o espinho
Mas se a cruz é o fim deste caminho
Eu o aceito, não sou maior que o meu Senhor
Apenas servo sou, apenas servo e nada mais
Se as pontas aguçadas da coroa
Te feriram, ó cabeça
Eu que sou corpo, parte do teu corpo
Não devo reclamar
Dá-me mais graça, Senhor
Dá-me mais graça
Passa os teus dedos nos meus olhos
Vem me consolar
Dá-me mais graça, Senhor
Dá-me mais graça
Faze-me em Cristo outra vez ser mais que vencedor
Senhor Jesus, ainda não entendo o espinho
Mas se o mesmo faz parte da tua cruz
Eu o aceito, não sou maior que meu Senhor
Apenas servo sou, apenas servo e nada mais
Senhor, se estou por Ti sendo provado
Quero aprovado ser agora
Sei o que tens a dizer
E creio nisso também
Basta-me a graça.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Na contramão

(Um aviso às crianças que lerão este texto: não tentem fazer isso em casa, muito menos numa das avenidas mais movimentadas da cidade. Essa proeza foi realizada por uma pessoa que é expert em andar na contramão).

Dia desses, eu subi a Av. Perimetral na contramão.

Tem noção do perigo? Dirigia meu carro por volta das 23h e levava alguns amigos de carona para Niterói. Chegando a Av. Francisco Bicalho (Leopoldina), dei de cara com um enorme engarrafamento. Cansada que estava, propus irmos ao Pavilhão de Tradições Nordestinas Luiz Gonzaga, vulgo Feira do Paraíbas, para jantar e fazer hora até que o congestionamento se diluísse.

Bom papo, bom jantar (divertido ver a Débora diante de um prato de carne-de-sol, mas arrumamos um queijo coalho pra nossa amiga vegetariana), e partimos pra casa. Nas proximidades da Leopoldina percebo que o engarrafamento ainda está formado. Já havia sido avisada por dois amigos que o imbróglio se dava até a rodoviária Novo Rio, que dali em diante o trânsito fluía tranqüilo, inclusive na Ponte Rio-Niterói.

A idéia: “vou tomar a Av. Perimetral e de lá acessar a ponte direto.” Tomei então a Av. Rodrigues Alves e comecei a dirigir no sentido Aterro pra fazer um retorno em frente o aeroporto Santos Dumont e enfim tomar o rumo de casa. Foi aí que lembrei que não precisava ir tão longe, havia uma agulha nas proximidades da Praça Mauá por onde eu poderia acessar a Perimetral. Muito bem, achei a tal agulha (pelo menos assim eu julgava) e como já era 2h da manhã não achei que precisasse fazer todos os retornos necessários para subi-la, tão mais fácil fazer uma “baianada” e tomá-la dali mesmo! Foi o que fiz.

Estava no meio da subida quando percebi dois policiais apontando armas para meu carro. Ouvi dos meus colegas tranqüilizadores “ferrou” e “vamos morrer”. Fiquei nervosa: por que os policiais me apontam armas?! Liguei a luz interna, apaguei os faróis e continuei a subida imaginando que se eu parasse, ou voltasse, eles por certo atirariam contra nós. Chegando lá em cima, encostei e um policial gritou na minha janela:

- Senhora! A senhora está na contramão!
- É mesmo?
- Pra onde a senhora está indo?
- Pra Niterói...
- E como foi que a senhora conseguiu chegar até aqui?
- Ah, eu to tentando fugir de um engarrafamento gigantesco na Leopoldina e achei que a Perimetral era a melhor forma de acessar a Ponte – desconversei (porque eu é que não ia explicar que fiz uma “baianada” pra chegar ali, né?).
- Senhora, manobra aqui e vai embora.

Foi o que fiz, manobrei e enquanto agradecia a sorte de não ter batido de frente com nenhum carro, vi uma Kombi passar ao meu lado e descer velozmente a agulha por onde eu acabara de subir e onde um carro ocupava toda a largura. Cento e cinqüenta metros adiante, passei pela tal agulha por onde devia ter subido. Ela existe de fato, só me equivoquei quanto a sua localização.

É claro que foi uma irresponsabilidade comigo mesma, com as pessoas que estavam dentro do meu carro (perdão, Débora, Milena e Marlon), e com prováveis vítimas em outro veículo. Foi sem dúvida um livramento de Deus e é uma boa história pra se contar e escrever no blog. Mas é claro também que uma vez que todos sobrevivemos, nós quatro damos boas risadas disso, e contamos a história como uma grande proeza, apesar do grande risco que todos corremos.

Não me orgulho de ter dirigido na contramão. Mas eu tenho orgulho de viver na contramão.

Num mundo onde há tanta avidez pelo acúmulo de riquezas, o que me deixa feliz é poder dar...
Num mundo que deturpou o conceito de família e o propósito para o qual ela foi criada, eu celebro a minha, e não desanimo porque sei que funciona...
Num mundo onde o culto ao corpo é supervalorizado, eu lamento não ler mais livros...
Num mundo que impõe a busca pelo prazer, tento com todas as forças manter-me pura...
Num mundo onde a indiferença é como uma doença endêmica, eu prefiro espalhar o vírus do amor...
Num mundo onde a regra é “primeiro eu, depois eu, e por último eu”, minha luta é para ser humilde. Meu Senhor me convidará para um lugar de honra...
Num mundo que previne para só confiar no seu filtro solar, eu tenho encontrado bons amigos. Alguns se tornaram como irmãos...
Num mundo onde se estimula a competição e o individualismo, eu prefiro viver pros outros...
Num mundo onde a raiva mata, eu luto com todas as armas para dar a outra face...
Num mundo cheio de gente só, eu gosto mesmo é de uma casa cheia...
Num mundo tão tecnológico, eu ainda prefiro um bom papo olho no olho...
Num mundo tão frenético, eu gosto de calma, do “murmúrio da brisa suave"...
Num mundo que oferece tantas opções, eu escolhi seguir o único Caminho...
Num mundo que relativou tudo, eu descobri e prego a Verdade.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

O Flamengo e as Mensageiras do Rei

Segunda-feira, definitivamente, não é um dia bom. Mas se o Flamengo foi campeão no domingo, torna-se o dia mais feliz da semana!

Eu lembro dos meus tempos de escola, lá se vão... bem, não vem ao caso quantos anos já se passaram de lá pra cá. O fato é que meus colegas nunca entenderam porque eu chegava tão cansada pra pegar a aula das 7h na segunda. E quem disse que domingo é dia de descanso pra crente?

Não era mesmo. Chegava na igreja as 8h30 pra EBD, emendava o culto e depois o ensaio do coral jovem. Almoçava tarde. As 16h já estava de volta na igreja. Ensaio de outro coral. Emendava com as Mensageiras do Rei e culto da noite. É... Mensageiras do Rei (uma organização missionária para meninas de 9 a 16 anos que também era uma espécie de escotismo feminino batista). Fui Rainha Regente em Serviço (a mais alta patente!). Tinha o organograma completo, faixa, coroa, cetro e capa!

Essa organização teve uma importância inigualável na minha vida. Foi sem dúvida nas Mensageiras do Rei que aprendi a amar missões e onde também tive meus primeiros medos a respeito de um chamado que insistia em me atormentar ainda tão jovem.

Mas era um prazer inenarrável. Só quem foi Mensageira sabe. Nossos acampamentos estaduais no Sítio do Sossego, os congressos regionais, a rivalidade com outras organizações da região, os passeios, o Reconhecimento de Passos, os banquetes onde só participavam as graduadas Rainhas...

Sim, tínhamos um sistema de graduação. Menina, Filha, Princesa, Rainha, Rainha em Serviço, Rainha Com Cetro, Rainha Regente e Rainha Regente em Serviço. E não era fácil subir na organização! Tantas tarefas a cumprir, tantos textos a decorar! Mulher Virtuosa... pense no esforço pra memorizar os 21 versículos do texto de Salomão! (Pv 31.10-21)

E tínhamos um pacto.

"Reconhecendo as necessidades do mundo perdido nas trevas do pecado e desejando atender ao mandamento do Mestre prometo esforçar-me para:

Ser fiel ao serviço de Cristo, cooperando com as atividades da igreja e da denominação. Contribuir e orar pelo trabalho de missões no Brasil e no mundo. Lutar por conservar a mente pura e o corpo limpo, pronto para o Serviço. Falar sempre a verdade e não tomar o nome de Deus em vão. Reconhecer e corrigir os meus erros. Só assim crescerei espiritualmente na presença do meu Rei."

Era emocionante colocar-me de pé, estender a mão direita e recitar o pacto!

Também tínhamos os nossos cinco ideais:

1. Viverei em cristo pela oração.
2. Crescerei em sabedoria pelo estudo da Bíblia.
3. Reconhecerei à minha mordomia.
4. Enfeitar-me-ei com boas obras.
5. Aceitarei a responsabilidade da grande comissão.

Só agora me dei conta de que ensinaram a uma menina de 9 anos a aceitar a responsabilidade da Grande Comissão... Deu no que deu. Sou missionária!

Não há arrependimentos.

Algumas coisas não deviam mudar nunca. Mudaram as Mensageiras do Rei. Disseram que era necessário contextualizar. Na maioria das igrejas já nem existe mais. É uma pena. Minhas filha, se um dia a tiver, não poderá desfrutar do mesmo privilégio.

E eu entrei aqui para falar das segundas-feiras felizes que devo ao Flamengo...

Ser flamenguista é algo sensacional. Este ano estava em Barcarena, duas horas de barco depois de Belém, quando o Flamengo foi campeão da Taça Guanabara. Tinha tanta gente com a camisa do Fla e ouvi tantos fogos naquele rincão do país que por um momento imaginei-me de volta ao Rio de Janeiro. Para mim é até difícil de entender como pode ter tanta gente apaixonada por um clube de futebol que dista mais de mil quilômetros.

Também sou apaixonada pelo Flamengo. Mas o Flamengo não mudou a minha vida.

Sou apaixonada pelas Mensageiras do Rei. Jesus mudou a minha vida. Nas mensageiras eu aprendi a base da fé cristã onde me apoio até hoje.

Uma vez Flamengo, sempre Flamengo. Ser Mensageira também é para sempre.

Saudações rubro-negras!
"Levanta-te e resplandece porque já vem a sua luz" Is 60.1 (divisa das Mensageiras)

Sua,
Rainha Regente em Serviço

Ps: Porque afinal de contas fomos campeões, né? "Ah, meu Mengão, eu gosto de você. Quero contar ao mundo inteiro a alegria de ser rubro-negro."

Ps 2: Para fechar com um golaço: "Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus." At 20.24

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Um anjo em minha vida

Minha fé sempre teve um componente racional muito forte. Em meu relacionamento com Deus nunca busquei experiências emocionais. Mas isso não significa que eu desacredite do poder de Deus e da Sua capacidade de intervir sobrenaturalmente na história da humanidade e particularmente na vida de cada pessoa, na minha vida. O fato é que, conquanto não busque a superficialidade de um relacionamento baseado simplesmente em emoção, transes e até histerias, também nunca abri mão de ver, sentir, provar, experimentar o caráter extraordinário de Deus. Sempre soube que Ele é muito maior do que tudo o que eu posso pensar acerca Dele.

Uma coisa que sempre entendi é que os milagres de Deus não são apenas aqueles de maior repercussão. Muitas vezes Deus tem se revelado na simplicidade e em atos que nos passam desapercebidos a cada dia. Foi isso que o o profeta também entendeu e por isso afirmou que “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos. Novas são a cada manhã. Grande é a Sua fidelidade.” (Lm 3.22-23)

Há alguns dias eu provei a misericórdia do Senhor se renovando e me livrando do risco da morte. Passo a relatar o livramento que não apenas soube, mas que eu mesma experimentei.

Acordei na casa dos meus pais em Campo Grande e precisava ir para uma reunião de oração com os obreiros em Niterói. Já em cima da hora de sair procurei os documentos do carro e não achei de jeito nenhum. Liguei pra uma amiga que tinha visitado na noite anterior para ver se tinha deixado na casa dela, nada.

Peguei o recibo de compra e venda do carro (dut-recibo) e saí com ele. Mas a esta altura já estava atrasada. Quem conhece a Av. Brasil sabe que na altura de Realengo tem um viaduto. Iniciei a subida do mesmo e logo o trânsito começou a ficar lento. Para quem estava atrasada aquilo era mais uma chateação. Do alto do viaduto entendi o motivo da retenção porque vi, adiante de mim uns 50 metros, duas carretas e três carros de passeio atravessados na pista. Reduzi a marcha e passei ziguezagueando entre os carros batidos. As pessoas estavam sendo socorridas por outros motoristas, fiz menção de parar, mas já tinha muita gente e logo vi o Corpo de Bombeiros chegando.

Continuei apressadamente (quem já andou comigo sabe o que quero dizer) meu caminho até Niterói. Estacionei o carro em frente o prédio da Chris, umas das obreiras da minha equipe e peguei a mochila pra guardar meus óculos escuros. Qual não foi a minha surpresa ao encontrar a carteira com o documento do carro num dos bolsos! O detalhe é que eu tinha revirado a mochila inteira procurando e não tinha visto o documento ali.

Subi rápido porque a reunião já tinha começado. Pedi perdão pelo atraso e contei a história do documento "desaparecido". Na minha vez de orar me lembrei do acidente e pedi a Deus que Ele tivesse misericórdia e salvasse aquelas pessoas. No fim da minha oração a Chris me disse: "Você não entendeu o que aconteceu? Deus te cegou pra você não achar o documento e isso te fez "perder" os minutos que te livraram de também ser envolvida neste acidente!"

Na mesma hora, eu tive um convencimento do Espírito Santo de que foi isso mesmo o que aconteceu. Foi uma daquelas certezas que você sente que só pode vir de Deus!

Dias depois eu encontrei com a amiga que eu tinha visitado no dia anterior ao “sumiço” do documento. Ela me perguntou pelo documento e antes que eu contasse o que tinha acontecido ela me disse que quando eu liguei procurando-o, ela não podia entender o motivo, mas sabia que eu não deveria achar aquele documento imediatamente.

“O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra!” (Sl 34.7)
ALELUIA!