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quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Um anjo em minha vida

Minha fé sempre teve um componente racional muito forte. Em meu relacionamento com Deus nunca busquei experiências emocionais. Mas isso não significa que eu desacredite do poder de Deus e da Sua capacidade de intervir sobrenaturalmente na história da humanidade e particularmente na vida de cada pessoa, na minha vida. O fato é que, conquanto não busque a superficialidade de um relacionamento baseado simplesmente em emoção, transes e até histerias, também nunca abri mão de ver, sentir, provar, experimentar o caráter extraordinário de Deus. Sempre soube que Ele é muito maior do que tudo o que eu posso pensar acerca Dele.

Uma coisa que sempre entendi é que os milagres de Deus não são apenas aqueles de maior repercussão. Muitas vezes Deus tem se revelado na simplicidade e em atos que nos passam desapercebidos a cada dia. Foi isso que o o profeta também entendeu e por isso afirmou que “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos. Novas são a cada manhã. Grande é a Sua fidelidade.” (Lm 3.22-23)

Há alguns dias eu provei a misericórdia do Senhor se renovando e me livrando do risco da morte. Passo a relatar o livramento que não apenas soube, mas que eu mesma experimentei.

Acordei na casa dos meus pais em Campo Grande e precisava ir para uma reunião de oração com os obreiros em Niterói. Já em cima da hora de sair procurei os documentos do carro e não achei de jeito nenhum. Liguei pra uma amiga que tinha visitado na noite anterior para ver se tinha deixado na casa dela, nada.

Peguei o recibo de compra e venda do carro (dut-recibo) e saí com ele. Mas a esta altura já estava atrasada. Quem conhece a Av. Brasil sabe que na altura de Realengo tem um viaduto. Iniciei a subida do mesmo e logo o trânsito começou a ficar lento. Para quem estava atrasada aquilo era mais uma chateação. Do alto do viaduto entendi o motivo da retenção porque vi, adiante de mim uns 50 metros, duas carretas e três carros de passeio atravessados na pista. Reduzi a marcha e passei ziguezagueando entre os carros batidos. As pessoas estavam sendo socorridas por outros motoristas, fiz menção de parar, mas já tinha muita gente e logo vi o Corpo de Bombeiros chegando.

Continuei apressadamente (quem já andou comigo sabe o que quero dizer) meu caminho até Niterói. Estacionei o carro em frente o prédio da Chris, umas das obreiras da minha equipe e peguei a mochila pra guardar meus óculos escuros. Qual não foi a minha surpresa ao encontrar a carteira com o documento do carro num dos bolsos! O detalhe é que eu tinha revirado a mochila inteira procurando e não tinha visto o documento ali.

Subi rápido porque a reunião já tinha começado. Pedi perdão pelo atraso e contei a história do documento "desaparecido". Na minha vez de orar me lembrei do acidente e pedi a Deus que Ele tivesse misericórdia e salvasse aquelas pessoas. No fim da minha oração a Chris me disse: "Você não entendeu o que aconteceu? Deus te cegou pra você não achar o documento e isso te fez "perder" os minutos que te livraram de também ser envolvida neste acidente!"

Na mesma hora, eu tive um convencimento do Espírito Santo de que foi isso mesmo o que aconteceu. Foi uma daquelas certezas que você sente que só pode vir de Deus!

Dias depois eu encontrei com a amiga que eu tinha visitado no dia anterior ao “sumiço” do documento. Ela me perguntou pelo documento e antes que eu contasse o que tinha acontecido ela me disse que quando eu liguei procurando-o, ela não podia entender o motivo, mas sabia que eu não deveria achar aquele documento imediatamente.

“O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra!” (Sl 34.7)
ALELUIA!

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Falta do que dizer

Sim, sou mesmo uma miserável pecadora que prometeu manter o blog atualizado, mas que escreve quase nunca.

Acho que estou inibida diante de meus colegas bloguistas (essa palavra existe?) que escrevem coisas profundas. Eu não sou assim tão profunda (ai, ai, ai... talvez eu perca pontos com um certo amigo, que inclusive também é bloguista, diante desta confissão).

Verdade seja dita: falta-me tempo pra escrever, ando deveras ocupada. Não quero dizer com isso que quem escreve sempre seja desocupado mas... acho melhor eu parar porque acho que estou me complicando demais.

Aí está mais um motivo que dificulta a atualização do blog: sou muito prolixa e apesar de toda terapia que já fiz, ainda conservo enorme necessidade de me explicar. Que fazer? Sou assim. Então nas últimas vezes que pensei em escrever, presumi que gastaria muito tempo e desisti.

Mas é certo que da última postagem até o dia de hoje já aconteceram muitas coisas que, sem dúvida alguma, mereceriam algumas “mal traçadas linhas”. Em termos ministeriais, a turnê do BMM nas universidades do Rio encabeça esta lista, mas eu não escrevi e agora passou.

Meu consolo é que vamos para Recife juntos, o Alfa & Ômega e o BMM – Brasil, Música e Missão (um ministério da Cruzada que usa a música para evangelizar), e eu espero acumular histórias boas pra contar aqui.

Deparo-me agora com uma sensação estranha. Tanta coisa acontecendo e eu não tenho nada a dizer. Veja bem, neste tempo, além do evento com o BMM que foi muito marcante, eu fui a São Paulo pra uma reunião com o pessoal do Passion e assisti Miss Saigon lá (literalmente abro o parênteses pra dizer que este espetáculo é maravilhoso!); viajei pra Recife para achar o lugar onde vamos hospedar a galera do projeto em janeiro de 2008; passei um final de semana em Maceió e pela primeira vez achei a Praia do Francês bonita; estive dois dias descansando em Angra; fiz aniversário; e no meio disso tudo ainda teve o Projeto Setrel Paracambi. É uma lista que daria ótimos textos e talvez justamente por isso eu não consigo escrever.

Ocorre que, pensando bem, isso é bastante coerente com minha personalidade. Tenho enorme dificuldade em lidar com opções, com quantidade. Vou tentar me fazer entender melhor: se eu entro numa loja e a vendedora me oferece inúmeras opções de blusas, por exemplo. Quando eu olho para a terceira já fico desesperada, doida pra sair correndo porta fora e invariavelmente não compro nada. Aliás, detesto comprar roupas e não é pão-durismo, é que realmente o ato de ir ao shopping, experimentar e escolher me rouba as energias. Mas eu preciso me vestir, né? Então o que eu faço? Geralmente compro no mesmo lugar (alguns já sabem onde, mas como não estou ganhando pra fazer merchandising não vou publicar) e muitas vezes chego em casa com várias peças semelhantes afinal, nem tão cedo vou ter disposição para ir as compras e quando gosto de alguma coisa, realmente gosto. E aí começa outra das minhas manias. Eu começo a usar as roupas novas quase ininterruptamente, é só o tempo de lavar e vestir a peça de novo. Por que isso? Porque não gosto de comprar, mas gosto de roupa nova. Ocorre que se eu não usar a roupa nova muitas vezes logo que a compro, quando eu usá-la, ela já vai ser uma roupa velha e aí já não terei o mesmo prazer. Isso faz sentido pra você?

Por falar em sentido, não vejo sentido nenhum em continuar este texto. Pra alguém que tem apenas 457 (-400) leitores, estou me arriscando a perder os 7 fiéis que ainda me restam.

Como vêem, não estão perdendo nada pelo fato do blog permanecer quase inativo e eu prometo levar mais dois meses pelo menos pra voltar aqui.